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Chegamos em 2020…

ECOA

11/01/2020 04h00

Ou melhor, chegamos em 2564 (se você for budista), ou 5780 (no calendário hebraico), ou daqui a pouquinho entramos em 4718 pelo calendário chinês.

Não importa qual a sua religião ou cultura, todas elas marcam o começo e o fim de ciclos.

Ciclos são muito importantes, pois é entendendo que tudo tem um começo e um fim que a gente consegue tanto se planejar para alguma coisa, como na agricultura, quanto aceitar a mudança que vem com o fim de alguma coisa, como em uma formatura da faculdade.

Astronomicamente, um ano é quando a Terra completa uma volta em torno do Sol. Mas nem isso é tão certo assim. Não é a meia noite de 31 de dezembro que a Terra acaba sua volta anual em torno do astro rei. Por isso temos anos bisextos, como é 2020, quando um dia a mais é adicionado para alinhar o calendário de novo com o ritmo natural e inconstante da Terra e a gente sempre ter o mesmo ciclos de estações.

Para nós humanos, pequeninos aqui na crosta terrestre, esse período de fim e começo de ano serve para a gente ficar nostálgico do que passou e ansioso para o que vem. Seja com promessas de melhorar a forma física, de conseguir um novo emprego, até de largar tudo e ir morar no mato. Seja as cobranças dos chefes para alcançar as metas, seja você sendo chefe e tendo de decidir qual é a meta do ano. Não importa, essa é a época que a gente põe um ponto final em alguns ciclos que estávamos vivendo para começar tudo de novo após passar a ressaca da champagne.

Mas assim como diversos povos estão em anos diferentes, ou ciclos diferentes, cada um de nós também estamos em ciclos diferentes. Não é todo mundo que está pronto para apertar o reset no dia 31 e no dia 1º estar novinho em folha. Cada pessoa tem seu ritmo, tem seu passo, seus sonhos. Então para alguns os ciclos são mais longos e eles estão no ano 1423. Para outros, suas órbitas são mais rápidas e eles já estão no ano 5381. Mesmo assim, todos têm algo em comum que é que todos aceitam que estão em 2020, também.

O mais importante dessa história toda é você perceber o ciclo que você está vivendo agora, respeitá-lo e aceitar que esse ciclo vai ter um fim. Da mesma maneira que teve um ciclo que você colocava uniforme e sua mãe te levava para a escola. Também teve aquele outro que você colocava uniforme para bater ponto na firma. Ciclos começam e ciclos acabam.

Um ano novo traz a ideia de renascimento. De recomeço. E essa é a chance que todos nós temos. Não precisa ser exatamente no réveillon. Pode ser depois do carnaval, na festa junina ou no dia das crianças. Sempre temos a chance de começar de novo. Não importa a data. Sempre temos a chance de largar o que não funciona para trás e tentar diferente.

Acabando um ciclo e começando outro.

Afinal, todo novo começo vem do fim de um outro começo.

Sobre o Autor

M.M. Izidoro é contador de histórias e criador da campanha #EuEstou, para promover a saúde mental e a prevenção do suicídio entre adolescentes no Brasil

Sobre o Blog

A cada 15 dias, vamos contar notícias boas da vida real que aconteceram com gente de verdade como eu e você

M.M. Izidoro