M.M. Izidoro http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br M.M. Izidoro é contador de histórias e criador da campanha #EuEstou, para promover a saúde mental e a prevenção do suicídio entre adolescentes no Brasil. Sat, 30 Nov 2019 12:30:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Conexão: quando você teve uma conversa olho no olho? http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/2019/11/30/conexao-quando-voce-teve-uma-conversa-olho-no-olho/ http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/2019/11/30/conexao-quando-voce-teve-uma-conversa-olho-no-olho/#respond Sat, 30 Nov 2019 12:13:36 +0000 http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/?p=40 Em tempos de redes sociais e aplicativos de mensagens parece que a gente nunca está sozinho. Mas qual foi a última vez que você sentou para conversar com um amigo ou alguém da sua família? Qual foi a última vez que você teve uma conversa sem pressa e focada. Sem celular, sem televisão. Uma conversa olho no olho, daquelas que duram horas?

Eu sou muito fã das redes sociais e da internet como um todo. Essas tecnologias podem trazer muito mais benefícios do que problemas para a gente. Mas se tem um problema que eu vejo acontecer é que as conexões digitais estão substituindo as de verdade.

Ao dar um like em uma foto ou texto ou ao ver um story, parece que a gente está vivenciando a vida daquela pessoa que estamos seguindo. Algumas vezes essa pessoa sendo um completo desconhecido. Isso pode ser ótimo para aquele nosso amigo de colégio que a gente nunca mais viu ou aquele primo que foi morar em outra cidade. Mas isso é muito problemático quando é para pessoas próximas. Nossos vizinhos, filhos, amigos de longa data.

Parece que, ao conectar as pessoas digitalmente, as redes estão nos deixando mais sozinhos e solitários. Estamos perdendo a capacidade de ter empatia com o próximo, pois muitas vezes esquecemos que tem alguém do outro lado da tela, que alguém vai ler aquele post ou aquela mensagem que a gente escreveu.

O ser humano é um animal social. Milhares de anos atrás, nossos antepassados saíram das cavernas e só sobreviveram na floresta selvagem porque eles estavam juntos. Antes de haver linguagem, já havia conexão e comunicação. Foi isso que nos tornou a espécie dominante do planeta. A capacidade de entender o outro e criar soluções para problemas que não só iriam nos beneficiar mas iriam beneficiar a nossa comunidade. Foi a criação das histórias fantásticas que nós contávamos em volta da fogueira toda noite. Foi a capacidade de amar o próximo como nós mesmos. Mas isso a gente só faz no olho no olho. Sentindo o cheiro, vendo a expressão, trocando toques.

As três histórias que trazemos hoje no podcast falam disso. São histórias sobre como a conexão trouxe alívio e amor para a vida da Beatriz, Eiko e Pedro. Isso não quer dizer que essas conexões não trouxeram problemas. Mas mesmo com os problemas existindo, resolver isso de forma aberta e sincera com alguém de verdade faz as coisas ficarem muito mais fáceis.

A maior rede social que a gente tem é o fato de todos sermos humanos com ideias, sentimentos, aspirações e sonhos. A diferença é onde a gente se conecta e vivenciar isso através de uma tela é algo muito pequeno para algo tão grande como é o poder de uma conexão real com alguém.

Assim, que tal, em vez de tirar uma foto do seu almoço, você convidar alguém de quem gosta para ir provar com você? Ou que tal, em vez de ter uma discussão sobre esportes ou politica na rede social, você chamar esse seu amigo ou familiar para ter essa conversa ao vivo? Você vai ver que o consenso pode vir muito mais fácil quando não são apenas letras em uma tela de celular, mas uma pessoa que está ali na sua frente.

Tenho certeza que, mesmo que o consenso não chegue, só o fato de você estar ali com outra pessoa na sua frente já vai valer muito a pena. Nem que seja pelos petiscos que vocês irão pedir no bar.

Sempre lembrando que, se você tem uma história boa que aconteceu com você e quer dividir com a gente, é só preencher esse formulário aqui http://bit.ly/EEDB_Form, que ela pode fazer parte de um episódio futuro do nosso podcast!

Nos vemos em quinze dias, fiquem de boas.

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Pequenas coisas significam muito http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/2019/11/16/pequenas-coisas-significam-muito/ http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/2019/11/16/pequenas-coisas-significam-muito/#respond Sat, 16 Nov 2019 14:09:40 +0000 http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/?p=31 Quantas vezes você teve um sonho grande, ou realizou uma grande ação, e simplesmente esqueceu depois? Mas quantas vezes aconteceu algo que poderia ser bobo e trivial, como uma risada do seu filho, ou uma noite com amigos e até aquele pôr do sol com o crush na praia, e você se pega pensando nisso várias vezes?

Na sociedade que vivemos, parece que a as métricas de sucesso são baseadas apenas em coisas gigantes. Formaturas, casamentos, promoções. Isso pode nos fazer sentir como se a gente não estivesse fazendo nada, ou até que a gente não vale nada, caso não estivermos sempre cumprindo esse check list imaginário.

Mas o que a gente se esquece é que, como cantava Odair José, “a felicidade não existe. O que existe na vida são momentos felizes”.

A gente tende a focar nessas grandes conquista e simplesmente esquece de olhar pro lado. De lembrar do gosto do sorvete, do calor do sol no rosto, da pressão do abraço da pessoa que você ama. A gente desde cedo é ensinado a ter meia dúzia de alvos que a gente tem de alcançar na nossa vida e ai da gente se a gente não chegar no proverbial lá.

Mas se tem uma coisa que a idade nos traz é a experiência. É nesse acúmulo de experiência que nós vemos que cada risada dada, que cada lágrima derramada e cada beijo trocado vale muito mais que muitos dos sonhos que a gente jurava que eram essenciais para a nossa vida e a gente nem lembra mais direito o que era ou por que a gente queria tanto aquilo.

Isso é ainda maior quando você tem um impedimento de qualquer tipo e ações do dia a dia, como interagir com outras pessoas, sair da cama e até se alimentar se tornam impossíveis.

É por isso que hoje temos as histórias do JV, da Alynne e da Letícia. Três histórias que conversam entre elas sobre como algo pequeno pode se tornar tão gigante quanto o maior dos sonhos que a gente tem.

As coisas pequenas são maioria esmagadora da nossa vida. Imagina que incrível seria se a gente prestasse mais atenção no sabor de cada mastigada que a gente está dando ao invés de comer rápido na frente do computador na hora do trabalho. Se a gente nos permitisse ter a mesma urgência com que tratamos nossos assuntos profissionais para nossos assuntos pessoais. Se nos déssemos tempo de fazer nada com quem a gente ama e não passar muito tempo com quem a gente só tolera.

No final da vida, quando a gente tiver cheio de experiência, vão ser essas coisas que vamos lembrar. Seja porque fizemos muito delas ou porque não fizemos o suficiente. Mas são as pequenas coisas que vão nos levar até lá e fazer da gente o que a gente é. 

Sempre lembrando que, se você tem uma história boa que aconteceu com você e quer dividir com a gente, é só preencher esse formulário aqui: http://bit.ly/EEDB_Form, que leremos sua história em um episódio futuro do podcast e da nossa coluna.

Nos vemos em quinze dias, fiquem de boas.

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Lembre-se: ninguém consegue realizar seu sonho sozinho http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/2019/11/02/lembre-se-ninguem-consegue-realizar-seu-sonho-sozinho/ http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/2019/11/02/lembre-se-ninguem-consegue-realizar-seu-sonho-sozinho/#respond Sat, 02 Nov 2019 07:00:00 +0000 http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/?p=25 Sonhos e expectativas.

Duas coisas que são ao mesmo tempo combustível para nos fazer chegar a novos lugares ou causar uma ansiedade que pode nos congelar onde estamos. Equilibrar esses dois lados da moeda é uma das tarefas mais difíceis que temos como pessoas, mas como diria Belchior: “Viver é melhor que sonhar” e é isso que temos de fazer no fim das contas, viver sem medo ou paralisia.

As três histórias da semana do De Boas falam sobre isso. Como às vezes só viver já é demasiadamente difícil e que só segurar a barra já está bom o suficiente.

Isso é o que nos trás o Guilherme Sérgio, que fez um depoimento curto, mas de extrema importância que pode ajudar muito você que está na mesma situação que ele.

A Renata Silva, conseguiu realizar um sonho de vida e mesmo assim teve tempo de ajudar um amigo que estava em uma situação difícil e que mudou a vida dele.

A Sthefany Ellen venceu as barreiras impostas por um diagnóstico médico e, depois de uma batalha se tratando, conseguiu voltar a viver da maneira que ela queria.

Em tempos que parecem que estão querendo destruir nossos sonhos cada vez mais, histórias como essas são importantes para nos mostrar que às vezes não perdemos um sonho, mas só estamos em um desvio na estrada que está nos levando até ele, e que vamos alcançá-lo de um jeito que a gente não esperava. Ao chegar lá, estaremos muitas vezes mais fortes e preparados para tudo de bom e de ruim que ele pode nos trazer, coisa que não estaríamos se tivéssemos chegado lá direto.

Uma das coisas que dá para perceber dessas três histórias é que ninguém conseguiu realizar seu sonho sozinho. Mesmo que fosse ajuda profissional, eles precisaram de alguém que os ajudasse para poderem chegar longe. Então, se você estiver se sentindo como se nada tivesse dando certo e estiver ficando ansioso com isso, tente ver se você apenas não está sozinho. Se trouxer alguém com outro ponto de vista, ou outros pontos fortes, pode ajudar você a ver as coisas diferentes e chegar a uma solução melhor. Eu sei que as histórias que vocês mandam para a gente fazem isso comigo e isso mudou muito como lido com meus problemas de vida e como ajudo os outros também.

A vida é um esporte coletivo e nós, mesmo com nosso brilho individual, temos de nos lembrar disso sempre.

Sempre lembrando que, se você tem uma história boa que aconteceu com você e quer dividir com a gente, é só preencher esse formulário aqui que leremos sua história em um episódio futuro do podcast e da nossa coluna.

Nos vemos em quinze dias, fiquem de boas.

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De Boas: o que parece impossível quase sempre não é http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/2019/10/12/de-boas-o-que-parece-impossivel-quase-sempre-nao-e/ http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/2019/10/12/de-boas-o-que-parece-impossivel-quase-sempre-nao-e/#respond Sat, 12 Oct 2019 10:00:19 +0000 http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/?p=20 Olá, amigos! Sejam bem vindos a mais um De Boas.

Antes de tudo, como vocês passaram desde o último episódio? Tudo bem?

No episódio de hoje, vamos contar histórias que vão te mostrar como muitas vezes a gente imagina que alguma coisa vai ser gigante e impossível de fazer. Mas aí alguma coisa muda e a gente percebe que estava errado e que essa montanha que era impossível de escalar era só uma lombadinha e que a gente é muito mais forte do que a gente imagina.

Na primeira história iremos ver que o simples ato de falar que você não está legal pode ser muito difícil, mas ter coragem de mudar isso pode significar uma vida nova. Na segunda história, iremos ver que o medo que pode paralisar também serve como força para mudar uma situação que você achava impossível de mudar. Para fechar, vamos contar a história da Rutiele e do seu marido, que resolveram mudar de estilo completamente para ter uma vida mais simples e mais feliz.

Não se esqueça de que, se você quiser dividir suas histórias com a gente, é só preencher esse formulário aqui  que sua história pode aparecer nos próximos episódios do De Boas.

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Olá e sejam bem-vindos ao De Boas http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/2019/10/01/ola-e-sejam-bem-vindos-ao-de-boas/ http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/2019/10/01/ola-e-sejam-bem-vindos-ao-de-boas/#respond Tue, 01 Oct 2019 11:00:38 +0000 http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/?p=9 Para quem não me conhece, meu nome é M.M. Izidoro e eu sou um contador de histórias. Durante muito tempo, eu contei histórias no cinema e TV e nos últimos anos eu resolvi usar esse meu super poder pro bem e comecei a criar histórias que pudessem pelo menos mostrar para as pessoas que a gente vive em um mundo legal e que parte da gente ampliar as histórias ruins e antiquadas que nos contam.

E assim, chegamos ao De Boas. Nesse blog e podcast, eu vou contar histórias boas que aconteceram com pessoas reais assim como você e eu. A ideia surgiu quando eu percebi que muita gente andava muito preocupada com as coisas grandes da vida e muitas estavam ficando desorientadas e angustiadas com o presente e o futuro. Isso estava tirando as energias delas, inclusive a minha, e dificultando muito as chances de ver as coisas boas que estão acontecendo. Mesmo que na visão macro das coisas, tudo parece que esteja ruim. No micro, no nosso dia a dia, as coisas ainda estão bem. Ainda existe gente fazendo coisas boas. Ainda dá para alcançar um sonho. Ainda dá para ajudar alguém perto de você e assim dividir felicidade. É isso que a gente vai contar aqui. Histórias de pessoas de verdade que nos mandaram para dividi-las com vocês. Para que você possa ouvi-las e dar aquela força para respirar um pouquinho para ir atrás do que você quiser.

Além disso, o De Boas é uma extensão do #EuEstou. Para quem não conhece, o #EuEstou é um projeto de promoção de saúde mental que eu criei com o PC Siqueira ano passado. A nossa ideia foi de usar as redes sociais para desmistificar, educar e apoiar as pessoas que estão passando por alguma dificuldade e principalmente as pessoas em volta de alguém que está mal e o que elas podem fazer para ajudar da maneira correta essa pessoa. Na nossa primeira temporada, a gente lançou videos que explicam sobre o que é saúde mental e o que fazer para ajudar e pedir ajuda. Agora em setembro, a gente lançou a nossa segunda temporada, que o trailer está a seguir:

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por #EuEstou (@euestou) em

Essa segunda temporada é uma série linda e importantíssima de depoimentos de sobreviventes de suicídio que tiveram a coragem de sentar de frente pra câmera e contar para gente a sua história. Mas principalmente, eles estão ali para nos mostrar que existe vida depois de uma crise, depois de uma depressão, de uma tentativa de suicídio e principalmente de uma perda de alguém que você ama.

Se você quer ver mais videos ou saber mais do #EuEstou, é só procurar @EuEstou em qualquer rede social.

Para lançar esse primeiro episódio do De Boas aqui no UOL, iremos trazer três histórias de superação pessoal.

A história da Vanessa pode ajudar muita gente que, assim como ela, passou por uma desilusão e teve de procurar forças para sair do outro lado. A do Mauro, mostra que as vezes você pode achar forças para continuar em lugares que você nem imagina. E a do Gustavo, amarra tudo que a gente viu com a Vanessa e o Mauro para reforçar que a ajuda pode estar onde você menos espera.

E se vocês quiserem dividir suas histórias com a gente para a gente ler aqui no podcast, é só preencher esse formulário aqui que a gente vai dividir sua história com todo mundo nos próximos episódios.

Vamos lá?

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Blog do M.M. Izidoro estreia no UOL http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/2019/09/17/blog-do-m-m-izidoro-estreia-no-uol/ http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/2019/09/17/blog-do-m-m-izidoro-estreia-no-uol/#respond Tue, 17 Sep 2019 13:47:21 +0000 http://mmizidoro.blogosfera.uol.com.br/?p=5 A cada 15 dias, vamos contar notícias boas da vida real que aconteceram com gente de verdade como eu e você.

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