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Conexão: quando você teve uma conversa olho no olho?

ECOA

30/11/2019 09h13

Em tempos de redes sociais e aplicativos de mensagens parece que a gente nunca está sozinho. Mas qual foi a última vez que você sentou para conversar com um amigo ou alguém da sua família? Qual foi a última vez que você teve uma conversa sem pressa e focada. Sem celular, sem televisão. Uma conversa olho no olho, daquelas que duram horas?

Eu sou muito fã das redes sociais e da internet como um todo. Essas tecnologias podem trazer muito mais benefícios do que problemas para a gente. Mas se tem um problema que eu vejo acontecer é que as conexões digitais estão substituindo as de verdade.

Ao dar um like em uma foto ou texto ou ao ver um story, parece que a gente está vivenciando a vida daquela pessoa que estamos seguindo. Algumas vezes essa pessoa sendo um completo desconhecido. Isso pode ser ótimo para aquele nosso amigo de colégio que a gente nunca mais viu ou aquele primo que foi morar em outra cidade. Mas isso é muito problemático quando é para pessoas próximas. Nossos vizinhos, filhos, amigos de longa data.

Parece que, ao conectar as pessoas digitalmente, as redes estão nos deixando mais sozinhos e solitários. Estamos perdendo a capacidade de ter empatia com o próximo, pois muitas vezes esquecemos que tem alguém do outro lado da tela, que alguém vai ler aquele post ou aquela mensagem que a gente escreveu.

O ser humano é um animal social. Milhares de anos atrás, nossos antepassados saíram das cavernas e só sobreviveram na floresta selvagem porque eles estavam juntos. Antes de haver linguagem, já havia conexão e comunicação. Foi isso que nos tornou a espécie dominante do planeta. A capacidade de entender o outro e criar soluções para problemas que não só iriam nos beneficiar mas iriam beneficiar a nossa comunidade. Foi a criação das histórias fantásticas que nós contávamos em volta da fogueira toda noite. Foi a capacidade de amar o próximo como nós mesmos. Mas isso a gente só faz no olho no olho. Sentindo o cheiro, vendo a expressão, trocando toques.

As três histórias que trazemos hoje no podcast falam disso. São histórias sobre como a conexão trouxe alívio e amor para a vida da Beatriz, Eiko e Pedro. Isso não quer dizer que essas conexões não trouxeram problemas. Mas mesmo com os problemas existindo, resolver isso de forma aberta e sincera com alguém de verdade faz as coisas ficarem muito mais fáceis.

A maior rede social que a gente tem é o fato de todos sermos humanos com ideias, sentimentos, aspirações e sonhos. A diferença é onde a gente se conecta e vivenciar isso através de uma tela é algo muito pequeno para algo tão grande como é o poder de uma conexão real com alguém.

Assim, que tal, em vez de tirar uma foto do seu almoço, você convidar alguém de quem gosta para ir provar com você? Ou que tal, em vez de ter uma discussão sobre esportes ou politica na rede social, você chamar esse seu amigo ou familiar para ter essa conversa ao vivo? Você vai ver que o consenso pode vir muito mais fácil quando não são apenas letras em uma tela de celular, mas uma pessoa que está ali na sua frente.

Tenho certeza que, mesmo que o consenso não chegue, só o fato de você estar ali com outra pessoa na sua frente já vai valer muito a pena. Nem que seja pelos petiscos que vocês irão pedir no bar.

Sempre lembrando que, se você tem uma história boa que aconteceu com você e quer dividir com a gente, é só preencher esse formulário aqui http://bit.ly/EEDB_Form, que ela pode fazer parte de um episódio futuro do nosso podcast!

Nos vemos em quinze dias, fiquem de boas.

Sobre o Autor

M.M. Izidoro é contador de histórias e criador da campanha #EuEstou, para promover a saúde mental e a prevenção do suicídio entre adolescentes no Brasil

Sobre o Blog

A cada 15 dias, vamos contar notícias boas da vida real que aconteceram com gente de verdade como eu e você

M.M. Izidoro